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mochilando

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Colômbia - Fevereiro/2019 San Andres-Cartagena

Posted: 07 Dec 2018 04:16 AM PST

Vou add vcs no Whats 😉

Europa outubro 2019

Posted: 07 Dec 2018 03:56 AM PST

Pessoal esse é meu trajeto. Gostaria de saber quais esses seria melhor ir de avião e quais dá para ir de trem ou ônibus e se os trens dá para dormir? Dia 2- 6 Lisboa Dia 6-11 Barcelona Dia 11-14 Paris Dia 14-18 Veneza Dia 18-20 Roma Dia 20-24 Grécia (talvez)

A experiência que nunca te contam sobre Búzios

Posted: 07 Dec 2018 03:51 AM PST

Búzios é um destino no Rio de Janeiro mundialmente conhecido por suas praias charmosas e paradisíacas. O município Armação dos Búzios abrange 23 praias, entre as principais: Geribá; Tucuns; João Fernandes; Praia das Caravelas; Ferradura; Ferradurinha; Marina; Armação; Manguinhos; Tartaruga; Ossos; Brava; e Olho-de-Boi (praia de nudismo) Além de ser um lugar perfeito para surfar, Búzios é ideal para praticar iatismo e voo livre. Por ser considerada uma cidade mundialmente conhecida, Búzios se estabeleceu como um lugar multicultural, abrigando estrangeiros de toda parte do mundo. Curiosidades sobre Búzios: A Praia das Caravelas recebeu este nome porque em 1503 servia com base de contrabando de Pau-Brasil, entre franceses e índios (tupinambás). Mas em 1617, chegaram os portugueses, expulsaram os franceses comerciantes e exterminaram todos os tupinambás dessa região de Búzios. Por volta do século XVI, Armação de Búzios não passava de uma pequena região de pescadores com menos de 20 casas. Essas casas foram invadidas por piratas franceses e ingleses que usavam a pequena cidade como ponto de tráfico de Pau-Brasil e chegada de novos escravos africanos. Em 1888, depois da abolição da escravatura, os ex-escravos criaram sua própria povoação na Praia Rasa, onde já existia um refúgio para escravos. Infelizmente, a história do nosso país não é de dar orgulhar, mas o poder de superação do povo brasileiro surpreende qualquer um pelo mundo. Quer saber como chegar em Búzios, onde se hospedar e o que fazer? Então confira o artigo completo sobre um lugar mágico em Búzios que quase ninguém conhece: https://vivendodeviagens.com.br/onde-ficar-em-buzios/

Leste 28 dias - Polônia, Ucrânia, Belarus e Países do Báltico

Posted: 07 Dec 2018 03:50 AM PST

Na verdade isso é passado, hoje em dia brasileiro sequer precisa de visto antecipado depois de um acordo firmado entre os governos do Brasil e do Belarus. Então não se preocupe quanto a isso!

Salar de Uyuni - Fevereiro 2019

Posted: 07 Dec 2018 03:21 AM PST

Olá! Quero ir em fevereiro também ver o salar espelhado. Fala comigo no Instagram @dantasgirleide ou whats App 84 999087949. Um abraço! Girleide

PRA QUEM QUER ESTRADAS! De Curitiba ao Atacama de Uno 1.0. 20 dias, 5.500km, R$2.200

Posted: 07 Dec 2018 03:10 AM PST

Gracias pelo retorno!

PRA QUEM QUER ESTRADAS! De Curitiba ao Atacama de Uno 1.0. 20 dias, 5.500km, R$2.200

Posted: 07 Dec 2018 02:56 AM PST

@rlorensi que massa! adorei as fotos! Então, esse trecho é o único ruim da viagem toda, uns 20km. Tem asfalto, mas tá beem esburacado. Na verdade, não achei muito diferente de umas estradas que passo aqui pelo Brasil ahhahaha estamos acostumados. Mas é só ir devagar e desviar dos buracos maiores que dá tudo certo. Esse trecho costuma ter pouco movimento de carros/caminhões e não lembro de ter visto ninguém parado na estrada por causa de pneu furado. Depois desses 20km, a estrada volta a ser um tapete. Ir de fusca com certeza vai ser uma experiência beeem diferente do que ir de excursão, recomendo muito! Abraços!

Salar do Uyuni, Atacama e Jujuy via Paso Sico de Toyota Bandeirante 4x4

Posted: 07 Dec 2018 02:45 AM PST

Fantástico o relato! Parabéns pela viagem e obrigado por compartilhar a experiência! Fiz uma roadtrip passando pelo Atacama, costa chilena, Santiago e Mendoza com meu Peugeotzinho 208 e, apesar do nível muito mais tranquilo das estradas, senti boa parte das mesmas sensações que você descreveu no relato, inclusive o frio na barriga em alguns trechos - menos complicados, mas com MUITO menos capacidade offroad do meu carro! haha! Hoje tenho o sonho de comprar um 4x4 e fazer novas viagens pela América do Sul. Relatos como este seu aumentam ainda mais essa vontade!

PRA QUEM QUER ESTRADAS! De Curitiba ao Atacama de Uno 1.0. 20 dias, 5.500km, R$2.200

Posted: 07 Dec 2018 02:36 AM PST

Bom dia, parabéns pelo relato e pela trip! fizemos em março (de excursão) mas queremos muito voltar e ficar mais tempo. A ideia era ir de Fusca, mas uma coisa me preocupa: La Pampa del Infierno....como está esse trecho?

Seguro viagem America do sul

Posted: 07 Dec 2018 02:30 AM PST

@vwc132 voce procurando na net vai encontrar diversas empresas e pra todas elas vao ter comentarios bons e ruins, os preços tambem tem pra todos os bolsos. Um seguro bem utilizado é o Mondial, caso voce vá praticar esportes radicais um dos mais indicados é o worldnomads. Se voce procurar na net poderá encontrar cupons de descontos (10% - 20% - 30%). Veja tambem com sua operadora de cartao de credito, há situaçoes em que vc poderá adquirir o seguro com a própria operadora.

Tailândia

Posted: 07 Dec 2018 02:24 AM PST

Brother, se vc sair do Brasil dia 06 e se seu voo de volta for dia 20, no fritar dos ovos vc terá uns 12 dias úteis (dias inteiros livres) pra fazer alguma coisa. Realmente em maio tende a ser periodo de chuvas, mas é claro que o fator sorte conta um pouco, nao da pra afirmar que vc só pegará sol ou só pegará chuva, só la na hora pra saber. A Tailândia é um país enorme e tem muita coisa pra se ver/fazer e como seu tempo é relativamente curte e vc ainda pode pegar dias chuvosos, aconselho nao fazer um planejamento bem apertado pra nao correr o risco de deixar varias coisas sem fazer por causa de uma eventual chuva. Pesquise bem pra saber qual será seus destinos e deixe pelo menos uns dois ou tres dias "livres" sem nenhuma atividade pre agendada pra caso ocorrer algum imprevisto vc tenha condiçao de permanecer mais tempo no lugar pra nao ter que abrir mao de uma praia ou passeio. Na minha opinião as melhores praias sao Ko Lipe, PhiPhi, Ko Tao, Ko Lanta, KoPhan Gan e elas ficam dos dois lados do continente, e como vc nao tem muito tempo, seria melhor escolher apenas uma costa pra passar seu tempo e nao desperdiça-lo fazendo deslocamentos.

Seguro viagem America do sul

Posted: 07 Dec 2018 02:04 AM PST

Vou a patagônia em janeiro/19 e estou buscando recomendações de seguradora de viagem.

AJUDA! Mochilão Europa 15 dias

Posted: 07 Dec 2018 01:54 AM PST

@juliana mendes88 Obrigado Pela dica, É o que provavelmente vou fazer.... estava cogitando Italia pq tenho amigos lá também e poderia ficar na casa deles sem custo também hahahah.... Mas acho que italia merece um mochilão de 30 dias só pra ela

San Andres e Cartagena - Abril 2019

Posted: 06 Dec 2018 09:19 PM PST

Olá Raissa vou começar montar meu roteiro pela colombia vou em março , teria alguma dica ou sugestão? Abs

San Andrés _ Março 2019

Posted: 06 Dec 2018 09:14 PM PST

Ola Laine , vou começar a montar um roteiro para colombia em março , tem sugestoes? Dicas

Bota para viagem/trekking, qual vale a pena?

Posted: 06 Dec 2018 08:45 PM PST

@fabiomon Devo pedir até o fim de semana. Agora vou ver se tem mais algum equipamento na mesma loja pra economizar no frete. Muito obrigado

Sacos de Dormir

Posted: 06 Dec 2018 08:43 PM PST

Por favor, entre esses sacos de dormir, qual seria mais adequado para o Huayhuash: https://www.trekkinn.com/montanha/mountain-equipment-starlight-iii/136900396/p https://www.trekkinn.com/montanha/haglofs-tarius--5/1112209/p https://lojaam.com.br/saco-de-dormir-azteq-zion-4 Além disso, minha viagem está indefinida, então gostaria de indicação para dois períodos, verão (janeiro/fevereiro) e inverno (maio/junho/julho)... Obrigado

Salar do Uyuni, Atacama e Jujuy via Paso Sico de Toyota Bandeirante 4x4

Posted: 06 Dec 2018 08:39 PM PST

EXPEDIÇÃO 4x4 - Curitiba a Uyuni e Atacama via Jujuy e Paso Sico (15 dias em Novembro de 2018) Após ir de São Paulo a Fortaleza via Jalapão e Lençóis (relato aqui), foi vez de se inspirar neste blog e se aventurar de Toyota Bandeirante rumo a Bolivia, Chile e Argentina. Principais pontos: Argentina: Jujuy (Tilcara, Purmamarca, Humahuaca) e Cafayate. Bolívia: Salar do Uyuni e Chiguana, Deserto de Siloli, Reserva Eduardo Avaroa, Lagunas, Geiser Sol de la Mañana. Chile: San Pedro de Atacama e atrações Duração: 15 dias e 6.854 km, 700 L de diesel Veículo: Toyota Bandeirante 4x4 jipe curto, ano 2001, motor diesel 14B com Turbo (K16) e intercooler, pneus AT 32", jumelos conforto, A/C e DH, guincho Equipamentos: Pá, macaco hi-lift, esteira de desatolagem, 45L diesel adicionais em galões, bomba encher pneus, extenso kit de ferramentas e peças sobressalentes Viajantes: Gustavo e seus pais Eli e Joel (idades: 33, 60 e 62 anos, respectivamente) Navegação: Aplicativo "maps.me" com mapas offline e bookmarks previamente marcados Hospedagem: pousadas via booking.com, porém estávamos preparados para dormir no carro e de fato o fizemos 1 noite Fronteiras: Dionísio Cerqueira-SC (BRA) - Bernardo de Irigoyen (ARG); La Quicaca(ARG) - Villazón(BOL); Hito Cajon (BOL-CHI); Paso Sico (CHI-ARG) Obs: Viagem para 4x4 apenas, e requer pneus resistentes devido ao terreno e pedras. Usamos bastante creme labial e hidratante, protetor solar, e quantidade absurda de ÁGUA. Parte A – Curitiba a Jujuy (2.128 km em dois dias) Dois dias de bastante estrada. Saímos cedo para cruzar o Paraná e pegar a fronteira de Dionísio Cerqueira-SC, que é menos movimentada que a de Foz, além de encurtar caminho para nós. Os procedimentos foram rápidos e feitos de dentro do carro. Carta Verde foi solicitada duas vezes no processo, acho que mudou uma regra e não rola mais fazer o seguro após cruzar para a Argentina. Após entrar, pediram para estacionarmos o carro e irmos fazer mais um trâmite em outro prédio, foi tranquilo. Saímos com carimbo em uns pequenos papéis (boletas) que depois nos pediram várias vezes em hotéis e fronteira. Já na Argentina, sacamos uns pesos em um caixa automático e avançamos até Posadas onde dormimos em um lugar excepcional chamado Irová Apart Hotel. Cruzamos o retão do Chaco em uma pegada de 1.200km que surpreendentemente não foi tediosa. Pelo contrário, achamos a paisagem agradável e o dia foi gostoso, acumulamos centenas de insetos no parabrisa e encontramos dois passarinhos atropelados: preso um na grade dianteira, e outro no guincho. Passamos por dezenas de barreiras policiais. Quase todas as vezes nos perguntavam origem e destino, e frequentemente nos paravam para pedir documentos e olhar o carro. Porém correu tudo bem. Vimos uma cobra grande morta na estrada, e outra viva que fez menção de "morder" nosso pneu. Vimos um tucano, muitas maritacas, e infinitos passarinhos. Estrada é ótima (com exceção de pequeno trecho no fim) e pouco movimentada. Dormimos em um apartamento em San Salvador de Jujuy, que é bastante urbana, desviando Salta pois nosso objetivo era avançar rumo a Bolívia. Parte B – Jujuy (ARG) e passagem para Bolívia Fomos a Purmamarca logo cedo. Além de simpaticíssima, a cidade é cercada por morros coloridos que propiciam vistas incríveis. Essa foto abaixo requer subir um mirante a pé por uns 20 minutos, valeu a pena. Há uma praça central com artesanato, e bastante fluxo de turistas. De lá fomos a Tilcara, onde almoçamos no centrinho na companhia de cães sarnentos e uma geladíssima cerveja – uma das poucas da viagem. Conhecemos as ruínas de Pucará de Tilcara que foram medianamente interessantes. Seguimos para Humahuaca, onde dormimos, e fomos conhecer a serra de Hornocal onde está o mirante das 14 cores. Esta estrada é bem íngreme e leva a 4.350m, nos propiciando os primeiros episódios de Soroche – mal da altitude. Nós sentimos basicamente perda de fôlego, que era facilmente resolvida com pausa + respiração profunda. A Toyota sobreaqueceu na subida da serra, exigindo que parássemos duas vezes. Na segunda parada, percebemos que o sistema de arrefecimento estava bem vazio e com pouco aditivo, o que assustou bastante pois havíamos completado o radiador com água pela manhã do mesmo dia. Na volta, o posto YPF tinha os aditivos (refrigerantes) que precisávamos para o radiador já que eu só carregava um litro no carro. Acordamos no dia 4 e encaramos 481km até a cidade de Uyuni, parando apenas na Duna Huancar (lagoa e duna interessante para visitar) e na fronteira em La Quiaca / Villazón onde a burocracia foi rápida, apesar da confusão com as diversas "janelinhas" onde deveríamos passar (inclusive acho que pulamos uma). Aqui tem o detalhe de pegar a declaração juradae tratar como um filho. Fizemos fotocópias dela e tiramos fotos de todos os celulares. Já saindo da imigração, um policial parou e ficou fazendo firula, aí pediu o equivalente a uns 20 reais por um carimbo... fui embora fingindo que nem escutei. Trocamos uns dólares e seguimos para a cidade de Uyuni, que é bastante seca e sem graça porém é o último lugar (semi-)civilizado pelos próximos 3 dias da viagem. Visitamos o cemitério de trens (sem graça) e ficamos em um baita hotel legal (Cristales Joyas de Sal) – nosso parceiro durante as crises noturnas de Soroche. Falando nisso, compramos uma garrafinha de oxigênio e umas pílulas aqui, que acabamos não usando. Enchemos o tanque naquele preço bacana para estrangeiros (8,8 versus 3,4 para locais) e ficamos prontos com 65+20+25 litros de diesel (isso é muito importante pois não há mais infra até San Pedro de Atacama, e maioria dos carros locais é a gasolina então precisa mesmo se garantir. Parte C – Salar do Uyuni e Chiguana Se ir pra Bolívia sem muito planejamento nem experiência já era uma baita cag*ada, partir para o Salar do Uyuni em um jipe antigo próprio, sem guia nenhum, levando os pais sexagenários para passar 3 dias isolados, sem infra e incomunicáveis era realmente o ápice da irresponsabilidade! Tínhamos lido na internet o suficiente para saber que muita coisa poderia dar errado. Os relatos de perrengues homéricos e fatalidades são abundantes. Mas bah, o dia clareou e adentramos no Salar sem pensr muito, só com o frio na barriga. A euforia foi grande ao ser engolido por aquela imensidão branca! Chegamos nos monumentos (Dakar, Bandeiras, Palácio de Sal) cedo e já quebramos a regrinha de 10 fotos por dia que queríamos tentar respeitar como máximo. O solo estava bastante rígido como uma highway, e o track do GPS coincidia com marcações de pneus pelo trajeto. Paramos pra tirar fotos e vimos apenas um ou dois carros no horizonte durante toda a manhã. Dirigimos uns 65km rumo a ilha de Incahuasi (cactos gigantes), com a curiosidade de que a pequena ilha já era visível desde uns 25 km antes como se estivéssemos chegando! Visitar a ilha foi bem bacana, tanto pela infraestrutura impecável como pelo visual show do Salar, das demais ilhas, e dos antigos cactos gigantes. Muitas agências turísticas somente vem até aqui e retornam a Uyuni, porém nós seguiríamos por mais duas noites sem muita clareza do caminho então pegamos logo "a estrada" com a Toyotona, desta vez rumo extremo sul do Salar do Uyuni. Ao avistar "terra firme", sentimos grande alívio de que a tenebrosa e incerta fase da viagem estava prestes a ser vencida. Chegamos a dizer que o Salar não era tão macabro e que "dá pra vir de fusca tranquilamente"... mas é claro que mordemos a língua e os últimos 200 metros tinham atoleiros profundos que freavam a Toyota muito melhor que seu próprio freio e exigiram alguma perícia no 4x4 para sairmos ilesos do outro lado. Agora sim, em terreno firme, achamos uma sombrinha de pedra e cozinhamos um strogonoff pra comemorar! Próxima parada seria a noite para dormir no alojamento da Laguna Hedionda, para onde íamos seguindo um track do Wikiloc que passava por dentro um outro extenso Salar (de Chiguana), paralelamente a um trilho de trem. De fato, precisávamos cruzar o trilho mas ele estava em um morro muito alto, até que achamos um ponto onde os locais ajeitaram o morro para poder passar de carro. Cruzamos o trilho e voltamos pro track do Wikiloc, porém o terreno já não estava tão rígido e a Toyota ia dando o melhor de si de atoleiro em atoleiro, até que entramos em um trecho onde o sal simplesmente quebrava e dava lugar a um lodo super mole que foi freando, freando, freando até que freou completamente nossa pesada Bandeirante. Atolamos! Bom, nem deu tempo de lembrar daqueles relatos macabros de viajantes que passaram 3 dias atolados e isolados, morrendo de frio nas noites do deserto... pegamos a pá e começamos a tirar os toletes de barro que bloqueavam nossos diferenciais, jumelos, sapatas, etc. Coletamos uns pedaços rígidos de areia e fomos colocando junto aos pneus, além de pequenas tábuas que carregávamos conosco. Tudo parecia ok, "vamos tentar sair?" mas o jipe apenas patinava as 4 rodas de uma vez sem se mexer sequer 1 cm. Já passava das 17hs e logo cairia a gélida noite. Não havia a menor possibilidade de encontrar alguém por ali, e a cidade mais próxima estava a dezenas de quilômetros, então o jeito era continuar trabalhando sem dar menor atenção ao Soroche que provavelmente nos tentava assolar. Enquanto Seu Joel retirava meia tonelada de barro de baixo da Band, Dona Eli rodou o perímetro a pé e encontrou uma carcaça de pneu estourado que serviria para calçar uma das rodas traseiras. Na outra roda, usaríamos nossa esteira de desatolagem. Para levantar a traseira e desenterrar o diferencial, usamos o macaco Hi-lift. Baixamos o macaco e a situação parecia melhor: com as rodas traseiras agora apoiadas, havia menos coisas presas no barro. O terreno a frente já começava a ficar mais rígido, então bastava vencer uns 2 metros de atoleiro. Porém pouco conseguimos avançar, ainda patinavam as 4 rodas repletas de barro. Repetimos a operação. O pouco progresso, no entanto, já permitia andar um pouco de ré para pegar embalo, avançando uns centímetros a cada iteração. O incansável trabalho com a pá continuava abrindo espaço para o jipe se movimentar para frente, até que as 18 hs nós conseguimos sair do buraco! Gritei um milhão de palavrões e xinguei muito "Cochabamba" (não sei da onde me surgiu essa palavra na hora) pra comemorar. Decidimos voltar para o outro lado do trilho e seguir no caminho mais seguro (e longo) que levaria a uma cidadezinha chamada Avaroa, e de lá iríamos no dia seguinte para as Lagunas. Ainda dirigimos pela parte traiçoeira novamente no caminho de volta, quaaaase atolando. Já que não dava mais pra chegar no alojamento em prazo razoável, pesquisei no maps.me e vi 4 hotéis perto de Alvaroa com boa avaliação. Chegamos lá as 19h15 e encontramos uma baita placa de "ADUANA": a bendita cidade com 4 hotéis ficava no Chile, aquilo era - inesperadamente - uma fronteira! Estávamos em um vilarejo Boliviano que basicamente só tinha os containers da imigração e aduana, mais nada. Era desolador pensar em passar a noite ali, resolvemos tentar a todo custo atravessar a fronteira apenas para dormir bem do outro lado e voltar na manhã seguinte. Bati no container e um oficial boliviano me confirmou que já estava tudo fechado. Chorei um pouco alegando que não tinha onde dormir, que ia fazer muito frio a noite, e que eu sabia que do outro lado haveria hotéis, e o oficial simpaticamente fez uma exceção e nos recebeu. Após cancelar nossa declaração juradae cancelar os papéis que ganhamos na fronteira de La Quiaca, ele carimbou os passaportes saindo da Bolivia e mandou seguir. Sucesso!! Quer dizer, mais ou menos. Andamos 3 km e nos deparamos com a imigração Chilena fechada. Bem fechada, aliás, pois lá já eram 20h30 no horário deles. Encontrei um moço da Interpol e outro chileno que disseram que não havia a menor possibilidade de entrarmos na cidade para dormir e que seríamos presos imediatamente se não retornássemos. Ou seja, ficamos largados entre os dois países em um verdadeiro limbo, no meio de uma noite que já estava esfriando muito rápido. Me arrependi profundamente de ter tentando cruzar para o Chile, pois agora estava sem declaração juradae ia ter que me explicar mil vezes pra conseguir retornar oficialmente para a Bolívia no outro dia, sendo que poderia simplesmente ter estacionado em qualquer lugar e dormido sem nada dessa loucura. Como não tinha nada a perder, voltei para os containers bolivianos tentar fazer imigração novamente no meio da noite. Me informaram que eu só ia poder voltar pra Bolívia depois de entrar no Chile, pois já tinha dado baixa da Bolívia. Só que no dia seguinte já não me adiantava nada entrar no Chile, pois o caminho continuava pela Bolívia. Sei lá qual foi o chororô que funcionou, mas o pessoal começou gentilmente a me ajudar... refizeram a declaração juradapra eu entrar de novo, mas só iam me dar quando eu apresentasse carimbo de entrada no passaporte. Isso era no outro container onde ninguém me atendia. Já estava muito frio e tarde, e algum dos caras da aduana foi gentil ao ponto de ir buscar o oficial de imigração no alojamento dele no meio da noite e convencer ele a fazer nossa papelada. Esse cara apareceu fora de controle querendo me matar, batendo na mesa e gritando loucamente comigo... mas acalmaram ele, – como num passe de mágica – desfizemos toda a cagada e voltamos a estaca zero! Eram umas 21hs quando voltei pro lado Boliviano, parei o carro atrás de uma mureta (pra parcialmente abrigar dos fortes ventos), e dormimos o três dentro da Toyota como se fosse o melhor hotel do mundo – e, naquela situação, era!!! Parte D – Lagunas, Deserto de Siloli, Reserva Andina Eduardo Avaroa Acordamos enrolados em todas nossas roupas, saco de dormir e cobertor de emergência. Temperatura era negativa, mas por alguma razão nós dávamos muita risada e fazíamos piada da situação. Bora seguir caminho, pois este dia era talvez o mais lindo da viagem: primeiro, as lindíssimas Lagunas Cañapa, Hedionda, Chiar Kkota, Honda. Então cruzar o deserto de Siloli por um trajeto espetacular, seguindo uns fios de água (as vezes congelados) com vistas de tirar o fôlego (ou seriam os 4.950 metros que atingimos nesse dia?), e chegar na esplêndida Laguna Colorada. Na Colorada, fizemos nosso almoço com uma vista indescritível e nos ajeitamos no pobríssimo alojamento. Para o banho, tínhamos que ficar pelados primeiro, aí gritar "listoooooo"para que o antipático senhor abrisse a água. Só o cup noodlesque cozinhamos no fogareiro salvou do frio que senti depois do banho gelado que o véio me concedeu!! Dia seguinte acordamos sem pressa e fomos conhecer os Geiser Sol de la Mañana, uma cena realmente de outro planeta: Toda água mineral que levamos para os 3 dias fora da civilização tinham acabado e estávamos usando pastilhas de Clorin para purificar o que íamos beber. Na rota para San Pedro de Atacama, ainda tomamos banho em piscina termal (Thermes de Polques) na laguna Chilviri e passamos pelas belas lagunas Blanca e Verde. Chegando a fronteira com o Chile, nova supresa: "a aduana boliviana foi embora naquela Hilux senhor, eles não voltam mais hoje. Você precisará ir a Pachaca a 70km (ou 170, não lembro) fazer documentação de saída do seu veículo então retornar aqui". Esse foi o anti-climax total.. eram 13hs, já tínhamos usado nosso galão reserva de 25L, e aquelas estradas péssimas iam comer horas e horas. Decidimos ignorar o conselho e seguir para o próximo checkpoint boliviano, onde encontramos um casebre de imigração fechado para almoço. Como mágica, seu Joel enfiou a cara numa janela e viu alguém lá dentro que, muito gentilmente, nos atendeu e carimbou os passaportes. Partimos sem o processo aduaneiro, agora em rodovia extremamente bem asfaltada e sinalizada assim que o território virou chileno. No Chile, fomos tratados com muito profissionalismo nos procedimentos e verificaram bem o conteúdo das nossas bagagens (por segurança alimentar/agrícola). Pegamos então a descida incrível que vai do Hito Cajon até San Pedro do Atacama. Parte E – San Pedro de Atacama, Paso Sico, Cafayate-ARG Passamos 3 noites excelentes em SPA fazendo os passeios tradicionais que nem vou detalhar pois são bem documentados no site. Gostamos muito das Lagunas Escondidas de Baltinache. Nosso retorno para Argentina foi pelo Paso Sico e não sei como descrever as paisagens nesse trecho, são absolutamente incríveis! No caminho estão as lagunas Miñique e Miscanti que são top!! O trâmite aduaneiro costumava ser feito em SPA antes de pegar estrada, porém informaram que agora se faz tudo no próprio Paso Sico. Aduana integrada (CHI/ARG) onde fomos bem tratados. Falaram que só passam uns 4 carros por dia ali. Estrada no lado argentino estava muito pior porém igualmente linda e interessante. Chegamos em San Antonio de los Cobres para dormir (cidade de pior custo benefício da viagem), e no dia seguinte pegamos a Ruta 40 rumo a Cafayate para passar uns dias de qualidade relaxando por lá. A Ruta 40 neste trecho é inteirinha de costelas de vaca e despenhadeiros. Paisagens surpreendentes que nos faziam parar fotografar de 10 em 10 minutos, mas ao final do dia os 380km de costela de vaca já tinham acabado com nosso humor (e quebrado um amortecedor dianteiro). Demos carona para 3 locais no pouco espaço que tínhamos, foi divertido! Fizemos uma feijoada Vapsa em uma sombra de árvore, vimos senhoras locais pastoreando ovelhas, chegamos a maior altitude da viagem (4.992m) e começamos a ver paisagens verdes após muito tempo de secura. Por fim, chegamos em Cafayate que foi um oásis de conforto perfeito por duas noites para concluir esta aventura. Preços excelente de acomodação e alimentação, pratos deliciosos, vinícolas abundantes, e um estilo muito charmoso. . Visitamos a quebrada e ainda pegamos uma bela cena por cima das nuvens no caminho para Tafi del Vale. Fizemos a volta em três pernas: Cafayate – Resistência – Pato Branco – Curitiba. Fechamento Não tivemos nenhum problema de saúde nem mecânico, embora as condições do ambiente e da estrada sejam extremas, e por isso muito gratos. Mais fotos no instagram @botija4x4. Agradeço aos viajantes que deixam relatos inspiradores, em particular ao toyoteiro Guilherme Adolf que acredito ter plantado, através de suas histórias, o embrião dessas nossas expedições. Resumo dia-a-dia Origem Destino Kms Dia 1 Curitiba Posadas 923 Dia 2 Posadas San Salvador de Jujuy 1205 Dia 3 San Salvador de Jujuy Humahuaca 195 Dia 4 Humahuaca Uyuni 481 Dia 5 Uyuni Avaroa (não há alojamento) 272 Dia 6 Avaroa Laguna Colorada 165 Dia 7 Laguna Colorada San Pedro de Atacama 166 Dia 8 San Pedro de Atacama SPA 146 Dia 9 SPA SPA 212 Dia 10 SPA Santo Antônio de lós Cobres 381 Dia 11 Santo Antônio de lós Cobres Cafayate 312 Dia 12 Cafayate Cafayate 130 Dia 13 Cafayate Resistência 991 Dia 14 Resistência Pato Branco-PR 801 Dia 15 Pato Branco-PR Curitiba 475 Total 6854

Chapada dos Veadeiros Carnaval 2019

Posted: 06 Dec 2018 07:25 PM PST

Também estou indo no carnaval. Saindo de Vitória ES dia 28/02 chegando em BSB as 23horas. Pegar o carro e seguir para chapada. Chegando na madrugada do dia 01/03 E retornando dia 10/03 cedinho. É a segunda vez que estou indo. Fiz procurando fazer um roteiro mais elaborado para ir nos lugares que já conheci e conhecer muitos outros.😍 Muito amor por este lugar!

Colecionando bandeirinhas: gaúchos na Europa (Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Suíça)

Posted: 06 Dec 2018 06:57 PM PST

@Camila Rubira Como foi a Adriana de Marrocos? Tem gente que fala em revista íntima e detalhada nas malas. .Parece que com vocês não houve essa experiência? Que lingua falaram em países de língua complicada como Alemanha,Suíça e Holanda? Estive recentemente em Espanha, sou descendente e falante da língua,lamento a sua visão, pode ter sido pelo sotaque,mas os espanhóis são muito bons,melhores que "certos" portugueses, se bem que nãofalo mal de ninguém, só de paraguayo.

Torres del Paine - Rota W em 5 dias e 4 noites!

Posted: 06 Dec 2018 06:54 PM PST

Pessoal, boa noite pra todos vocês!! Nesse tópico pretendo falar sobre a minha viagem para Torres del Paine para fazer o Circuito W. Estou fazendo isso porque senti um pouco de dificuldade para pesquisar mais sobre o tema na internet e pretendo ajudar os próximos mochileiros que forem para lá. Falarei sobre roupa, alimentação, clima, roteiro e dicas em geral. Bom, primeiramente eu fiz a rota com dois amigos. Depois de reservar a passagem aérea, apenas para estabelecer a data que iríamos, passamos a comprar os equipamentos e roupas necessárias para fazer a Rota W. Foram vaaarias idas a Decathlon para comprar tudo que precisávamos. Muitas pessoas falam que os itens da decathlon, quechua, não são taaao bons (e realmente não dá para comparar com marcas como North Face), mas a quechua e demais marcas da decathlon são ótimas para essa viagem, não tive problema nenhum com as coisas que eu comprei. Então recomendo que vocês passem lá para comprar as coisas. Nessas idas e vindas nas lojas, comprei tudo e fui, basicamente, com os seguintes itens: Roupas: - Jaqueta impermeável - Blusa estilo fleece (mais usada da viagem) - 3 camisetas básicas estilo Dri-Fit - Camiseta segunda pele - Calça segunda pele - Calça com secagem rápida - Calça de moletom (para dormir) - Bota (um dos itens mais importantes) - Meias normais e meias para trekking Equipamentos: - Mochila de 50 L - Mochila de ataque de 10 L - Barraca - Fiquei com muita dúvida nesse item, então vamos lá: Fui com uma da Quechua, "Quik Hiker 2", pq na descrição da barraca estava que ela aguentava ventos de até 70km/h, e realmente aguentou bastante vento. Um outro amigo foi com uma da Náutica, "Cherokee", mas no primeiro dia, que pegamos muito vento, a barraca parecia que não ia aguentar. No final, deu tudo certo, a barraca conseguiu sobreviver aos 4 dias. - Saco de dormir - Isolante térmico - como não queria despachar minha mala e não tinha mais espaço dentro, aluguei no próprio hostel que fiquei, "Carfran Hostel". Custou 4 mil pesos, tranquilo. - Capa de chuva para a mochila - Lanterna - Fogareiro e panela - alugamos no hostel - Bastão para caminhada - Algumas pessoas vieram me perguntar se não era frescura usar isso, mas digo que vale a pena cada real pago. Lógico que vc vai conseguir terminar a trilha sem um bastão de caminhada, mas ele te ajuda muito nos trajetos. Comida: Neste tópico fomos muito mal planejados. Como era a primeira viagem nossa desse estilo, não tinhamos noção nenhuma de nada, então compramos varios chocolates, bolachas, café em pó, alguns miojos e algumas comidas instantâneas que o hostel vendia. Durante a viagem, vimos que não ia dar certo e compramos um pão e algumas latas de atum. Bom, pode ser que eu tenha esquecido alguma coisa, mas aó estão pelo menos as coisas essenciais. Enfim, vamos a viagem. Saímos de São Paulo de avião com destino a Santiago (4 horas). De lá, pegamos um outro voo para Punta Arenas (4 horas). Já no aeroporto de Punta Arenas pegamos um ônibus para Puerto Natales. Dica: O ônibus para Puerto Natales para na frente do aeroporto, é só perguntar que te falam onde eles passam exatamente. Não caiam em histórias de taxistas que queiram te levar até a rodoviária de punta arenas ou coisa do tipo, pq é realmente muito tranquilo pegar esse ônibus. É praticamente falar que vai pra Puerto Natales, jogar sua mala na parte debaixo do ônibus e pagar a passagem durante o trajeto (8 mil pesos). Enfim, chegamos em Puerto Natales, uma cidade bem tranquila, com uma vista muito bonita. O lago que beira a cidade é realmente muito bonito. Da rodoviária pegamos um taxi até o hostel (acho que qualquer taxi ali dentro da cidade sai 2 mil pesos). O Hostel ficava ali perto e era tranquilo, o pessoal era receptivo e nos deu várias dicas. No dia seguinte fomos para a rodoviárria e pegamos um ônibus para Torres del Paine. Acho que era 8 mil pesos, mas não tenho certeza. Sobre horário, tinha saídas às 7h30 e as 14h30. Pegamos o das 14h30. 1º Dia - Chegada no Parque: Pegamos o ônibus e fomos até a entrada do Parque. Lá, apresentamos o comprovante de pagamento da entrada (compramos pela internet), e preenchemos um formulário simples. Depois, voltamos para o nosso ônibus e continuamos até Laguna Amarga. Fizemos isso porque o nosso trajeto era fazer o W invertido. Tem muita discussão aí nos blogs e tal sobre como fazer o W. Fazer invertido ou não, deixar as torres pro final ou começar por elas. Bom, na minha humilde opinião, fez muito mais sentido, e consegui comprovar isso durante a viagem, fazer o W invertido. As Torres são a cereja do bolo, e você caminha em direção a elas, e não para o lado contrário. Não sei, mas no penúltimo dia, o mais sofrido de caminhada, foi importante caminhar olhando para os cuernos e depois para as torres. Quando você visualiza o objetivo parece que te dá mais energia. Enfim, voltando. Pegamos o ônibus até a Laguna Amarga e de lá pegamos o Catamarã. O preço foi de 18 mil pesos, pq no nosso caso era só a ida (voltaríamos no final do W, de transfer). O Catamarã é pago no final da viagem. Uma das vistas mais bonitas é essa do Catamarã. Ele vai se afastando e, quando vc olha pra trás, o horizonte está cheio de monstanhas e tal. Bonito demais. No final da viagem, descemos no primeiro refúgio, Paine Grande. Esse Refúgio é privasdo, então pagamos 10 dólares pelo camping (como ficamos dois dias, pagamos 20 doletas). Chegando lá fizemos check-in e procuramos um lugar para montar a barraca. O vento estava muuuito forte nesse dia, então nós 3 montamos uma barraca por vez, e mesmo assim foi difícil. Qualquer levantada na barraca o vento levava. No final conseguimos. Nesse primeiro dia nos habituamos com o lugar, tomamos um banho e tomamos um vinho que havíamos levado. Descobrimos que pode fumar lá. Apesar de eles serem bem rigorosos com fogo, descobrimos que era permitido fumar em alguns refúgios. Depois disso, fomos dormir. 2º Dia - Glaciar Grey: Acordamos cedo, por volta das 8h e saímos em direção ao Refúgio Grey, apenas com a mochila de ataque com uma agua e jaqueta impermeavel dentro. Para quem fica com medo da trilha, pode ficar seguro pq ela é bem demarcada, em quase todos os lugares do parque. A caminhada foi bem tranquila para nos acostumarmos com o trekking e tal. No entanto, fomos apenas ao mirador. A paisagem é sensacional, absurdamente bonito. Como era nosso primeiro dia, voltamos para Paine Grande e não fomos até o Refúgio Grey. Minha intenção era ir, mas depois de um consenso entre nós 3, decidimos que os outros dias seriam bem pesados e guardamos um pouco de energia. Voltando para o Paine Grande, tomamos o resto do vinho que havia sobreado da noite anterior, conversamos com uns gringos que estavam lá e fomos dormir. 3º Dia - Mirador Francês e Britânico: Esse dia foi um pouco pesado, já que teríamos que caminhar com a mochila cargueira de 50L. Acordamos bem cedo, desmontamos nossa barraca, colocamos tudo na mochila e seguimos até o camping Italiano. Após algumas horas de caminhada chegamos no Italiano e nos deparamos com um camping totalmente diferente de Paine Grande. Por ser gratuito, o Italiano é bem basico. Uma casinha para fazer o check in, banheiros atrás (sinceramente, inutilizaveis), não tem água, e outra casinha para refeição. Entre tudo isso, tem um espaço para as barracas. Chegamos no Italiano, fizemos o check in, largamos nossas mochilas cargueiras, pegamos a de ataque e subimos em direção ao mirador francês e depois britânico. Sinceramente, apesar do parque levar o nome das torres e elas serem consideradas a principal atração, eu arrisco dizer que a paisagem nesse dia foi a mais bonita para mim. Já no começo da caminhada entre o camping e o mirador Francês vc já vai observando uma montanha gigante no seu caminho. Chegando no mirador Francês, a vista é surreal: uma montanha gigante na sua frente, repleta de neve, com algumas avalanches acontecendo. É indescritível aquele lugar. Após algumas fotos, continuamos a subir em direção ao britânico. A caminhada é pesada, apesar de estar com a mochila pequena, pois é apenas subida. Se eu não me engano, o camping italiano está a 270 metros de altitude, e o britânico está a 970. Apesar dessa subida, a vista continua incrível. No britânico estamos rodeados por montanhas, então vc tem uma visão panorâmica com diversas montanhas ao redor. É realmente incrível. Nessa caminhada, é preciso tomar cuidado com o horário. Chegamos lá 16h45, e fomos avisados por um guia que estava no caminho que o britânico fechava às 17h. Apesar disso, ficamos apreciando a vista tranquilamente até umas 17h20 e depois descemos. Algumas pessoas ainda estavam subindo,então imagino que tenha uma "margem de erro" nesse horário. Outra coisa que é preciso atenção é a trilha. É difícil se perder completamente ali, mas como a trilha é no meio da floresta, com muitas árvores, é preciso prestar atenção na sinalização. A sinalização que eu digo são estacas de madeira, com uma ponta laranja (nós apelidamos eles de Marlborinho, já que parece um cigarro haha). Eles que indicam que caminho seguir. Algumas vezes, a indicação do caminho está nas árvores. essas manchas laranjas são colocadas nos troncos de árvores ou em fitas penduradas em galhos. Enfim, sempre fiquem atentos a qualquer coisa colorida, pois esse é o caminho a seguir. Chegando no Italiano, montamos nossas barracas e dormimos. 4º Dia - 11 horas de caminhada: Esse foi o "pior" dia da viagem. Saímos do Camping Italiano às 10h30 (saímos tarde) e chegamos no nosso destino, Camping Central, 21h30. Foram 11 horas na caminhada com a mochila cargueira. Sem dúvida foi o dia que nós mais andamos com a mochila pesada nas costas. O caminho, desde o italiano, passa pelo camping frânces (que fica perto do italiano), e pelo camping los cuernos, antes de chegar ao central. Nós passmos pelo francês e paramos no Los Cuernos para comer. Esse refúgio parece ser bem interessante. Para quem não está afim de ficar no Italiano, que é basicão, talvez seja uma boa trocar. O caminho para o camping Central é sensacional. Passamos por um lago e sentamos um pouco para descansar, colocar o pé na água (extremamente gelada) e dar uma revigorada. A vista desse lago é sensacional. Bom, acho que não tenho muito para falar sobre esse dia. O caminho é sensacional, com paisagens absurdamente bonitas. No entanto, foi a caminhada mais longa da viagem. No fim, conseguimos chegar no camping Centrla, fazer o checkin e montar nossas barracas. Jantamos no restaurante que tem no refúgio e fomos dormir. 5º Dia - Las Torres: Finalmente, a cereja do bolo. As Torres. Nesse dia, acordamos e saímos em direção as torres por volta das 10h. No dia anterior, quando chegamos no camping, perguntamos sobre o clima do dia seguinte e se conseguiriamos ver o nascer do sol nas torres. Infelizmente, nos disseram que o tempo estaria fechado, então nao valeria a pena subir de madrugada. Assim, dormimos umas horas a mais e subimos em direção as torres. Perguntando no caminho, antes de realmente começar a subir, alguns viajantes falavam que dava pra subir em 3 horas e descer em 2 horas das torres, então estávamos tranquilos achando que seria bem mais fácil, que o pior já tinha passado. Para tristeza das nossas pernas, não foi bem assim. Nós não temos preparo de atleta, mas a subida é exaustiva. É MUITA subida logo no começo, e parece que não para. Pelo caminho, passamos pelo camping chileno, outro lugar que parecia interessante. Nessa trilha, não pegamos muito vento, mas é preciso muito cuidado, já que a trilha passa por umas encostas, e como é feita por pedra pequena, não é dificil escorregar. Esse aviso é apenas por precaução, pois a trilha me pareceu segura. Chegando nas torres, mais uma imagem surreal: O lago gigante que acaba na base das torres, e as torres gigantescas, la no fundo. É uma vista inexplicável, nenhuma foto que você procurar na internet vai conseguir demonstrar a real beleza daquele lugar. Depois de passar uns 40 minutos lá em cima, apreciando a vista, começamos a descida. Como um dos meus amigos começou a sentir a perna por causa do cansaço, fomos mais devagar. Enfim, chegamos no camping às 18h. Daí começou a correria: o nosso onibus, que tinhamos comprado ida e volta em puerto natales, ia sair as 19h30 da portaria do parque. Do camping central até a entrada do parque teriamos que pegar um transfer, que saía 18h30. Como chegamos as 18h, desmontamos a barraca e saimos correndo com nossas mochilas e algumas outras coisas na mão até o lugar do transfer, que fica atrás do refúgio. Apesar da correria, conseguimos pegar o transfer das 18h30, e chegamos na portaria tranquilamente. No final, descobrimos que nosso onibus estavam saindo 20h, acho que para esperar o transfer das 19h. Corremos a toa, mas no final foi tudo certo. Depois disso, pegamos nosso onibus para Puerto Natales (que quebrou no caminho, mas tudo bem, pq um outro onibus, de outra companhia, levou a gente hahaha) e ficamos mais uma noite no hostel antes de voltar. Pessoal, acho que é isso. Esse é o meu primeiro relato, desculpe se ficou confuso ou deixei de falar alguma coisa, mas escrevi para ajudar quem quer saber mais ou menos o que esperar dessa viagem surreal que é Torres del Paine. Qualquer dúvida que vcs ficarem em relação ao texto podem perguntar que eu respondo. Abraço. Vista do Catamarã, no início da trip. Vista do Camping Paine Grande. Vista do Glaciar Grey. Camping Italiano. Começo da subida para o Mirador Francês. Las Torres. Caminhada puxada na volta das Torres.

Botas VENTO (Antiga Nômade)

Posted: 06 Dec 2018 06:28 PM PST

@fabiomonAqui tudo beleza, obrigado pelo rápido retorno. O solado está bom sim, só descolando mesmo. Tem o endereço para onde envio a bota no site de vocês? Valeu!

Mochilão Roots em Janeiro/2019 pela América do Sul

Posted: 06 Dec 2018 06:26 PM PST

tenho essa mesma ideia mano sair tatuando pelo caminho kkkk

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